Casa de Israel - בית ישראל


Desde " Casa de Israel " trabajamos para hacer frente al antisemitismo , la judeofobia y la negación o banalización de La Shoá ( Holocausto) .
No olvidamos las terribles persecuciones a las que fue sometido el pueblo judío a través de los siglos , que culminaron con la tragedia de La Shoá .
Queremos tambien poner en valor y reconocer la fundamental e imprescindible aportación de este pueblo y de la Instrucción de La Torá , en la creación de las bases sobre las que se sustenta la Civilización Occidental.

"... עמך עמי ואלהיך אלהי ..."

sábado, 14 de mayo de 2011

Entrevista a David Ben- Gurión en la revista brasileña VEJA en el nº de Mayo de 1.948




Entrevista: David Ben-Gurion
VEJA, maio de 1948
O fundador de Israel não se empolga com o sucesso dosprimeiros dias de combate e prevê que muitas tormentas aguardamseu povo. Mas o teimoso líder avisa: Israel triunfará
Uma vida nas trincheiras: o líder pioneiro da nação israelita acompanha de perto os combates travados com as forças árabes

Soldado das hostes judaicas, Ben-Gurion sucumbiu no malfadado combate contra a legião romana em Jerusalém, no ano de 70 d.C., derrota militar que significou o fim da soberania de seu povo na Terra Santa. À luz dos recentes acontecimentos no Oriente Médio, fica difícil imaginar uma escolha mais propícia de pseudônimo hebraico do que aquela adotada pelo jornalista David Gryn nos idos de 1910. Dos editoriais do periódico Ahdout ("Unidade") às árduas batalhas contra os árabes, o recém-nomeado primeiro-ministro de Israel, agora atendendo apenas como David Ben-Gurion, tem dedicado sua vida a completar a tarefa inacabada de seu antecessor de restabelecer a Palestina aos judeus. Baixinho, teimoso, carrancudo, desprovido de qualquer vaidade, o líder sionista nasceu em Plonsk – hoje território polonês, à época parte do império czarista russo – a 16 de outubro de 1886 e está no Oriente Médio desde os 19 anos, trabalhando pela construção do lar nacional judaico. Um dos idealizadores da Hashomer, força de defesa rudimentar dos pioneiros que deu origem à Haganá, Ben-Gurion guia com mãos resolutas a nova nação nesta época de guerra. Nesta entrevista a VEJA, o comandante não esconde a preocupação com a provação a ser enfrentada por Israel, mas se mostra confiante na vitória militar de suas tropas. Mais que isso: aposta na consolidação do país como um próspero centro de desenvolvimento no Oriente Médio.
Combate na Galiléia: caminho é tortuoso
VEJA - Depois de quase dois milênios, os judeus voltam a ter soberania na Palestina. O que significa, para o senhor, estar à frente do recém-criado estado de Israel, com toda a importância que isso representa para os sionistas no mundo inteiro?Ben-Gurion - Sem dúvida, algo único aconteceu em Israel, mas somente as gerações futuras poderão avaliar o completo significado histórico deste acontecimento. Por enquanto, posso dizer que temos um caminho tortuoso pela frente. Não devemos nos enganar e pensar que o reconhecimento diplomático de outras nações resolverá nossos problemas. No dia em que proclamamos o estado de Israel, Tel-Aviv foi bombardeada por aviões egípcios. Nosso país foi invadido pelo norte, leste e sul pelos exércitos regulares dos países árabes vizinhos. O governo provisório já fez uma reclamação formal ao Conselho de Segurança a respeito da agressão cometida por membros das Nações Unidas, e pela aliada da Grã-Bretanha, a Transjordânia. É inconcebível que o Conselho de Segurança ignore atos que violam a paz, as leis internacionais e as decisões da ONU. Mas nunca devemos nos esquecer que nossa segurança, no final das contas, depende de nossas próprias forças.
VEJA - A Liga Árabe justificou a invasão com o argumento de que os árabes têm o direito legítimo sobre a Palestina, que era parte do Império Otomano e contava com uma maioria expressiva de população árabe. Como os judeus vêem essa questão?Ben-Gurion - Já em 1917, a Declaração de Balfour reconheceu internacionalmente o direito de Israel existir. Nosso considerável progresso em cultivar essa terra tornara nossa reivindicação óbvia desde aquela época. O reconhecimento de nosso direito de estar aqui foi confirmado diversas vezes ao longo dos anos e finalmente pela determinação das Nações Unidas, em 1947, de que a Grã-Bretanha tomasse ações efetivas para o estabelecimento de um estado judeu na Palestina. Tudo isso não nega o direito de qualquer outro povo ter um estado. Longe de nós fazer algo assim. Resignamos-nos, em 1947, em receber a pior parte da Palestina, conforme estabelecido pelas Nações Unidas. Não considerávamos a determinação muito justa, pois sabíamos que nosso trabalho aqui merecia uma porção maior de terra. Entretanto, não discutimos a questão e nos preparamos para acatar com zelo as determinações internacionais quando chegado o dia de nossa independência. Também estávamos prontos para fazer de Jerusalém uma cidade internacional, desde que respeitadas as garantias dadas pelas Nações Unidas à população judaica de seu direito permanente de viver ali de forma pacífica e de participar da administração democrática da cidade. Não tínhamos, portanto, nenhum interesse nas regiões designadas aos árabes.
VEJA - Combates ferozes acontecem por todo o território, e os judeus têm se dado consideravelmente bem na maioria deles – o que mostra uma preparação prévia para as batalhas... Ben-Gurion - Os judeus não pegaram em armas prontamente. Como povo, temos aversão natural à violência. Nos séculos de exílio, fomos muitas vezes martirizados. Ainda assim, nos sujeitamos de forma abnegada, raramente resistindo. Pegar em armas parecia anormal. Mas sabíamos que aqui na Galiléia – e o princípio vale para Israel se quiser sobreviver, e vai sobreviver – não havia normalidade no sentido comum da palavra. Queríamos criar uma nova forma de vida, em consonância com nossas mais antigas tradições como povo. Foi essa a nossa luta. E, para atingir este objetivo, precisamos recriar tudo do começo, reinventar a sociedade. Portanto, estávamos preparados para ter sangue nas mãos em nome da autonomia, da autodeterminação e da autodefesa.
Haganá em ação: 'inimizade' britânica
VEJA - Como Israel conseguiu montar suas forças de defesa em meio ao embargo de armas e às restrições britânicas à imigração?Ben-Gurion - Enquanto os países árabes vizinhos organizavam modernos exércitos sob tutela britânica, as condições do mandato impediam quase todo desenvolvimento militar de nossa parte. Antes de o Livro Branco de 1939 restringir severamente nossas atividades, e em reação aos incessantes motins provocados pelo Mufti de Jerusalém, a Administração do Mandato nos permitiu treinar 2.000 homens da Polícia Judaica dos Assentamentos. O período pós-guerra começou com uma restrição implacável do governo trabalhista britânico à imigração e a toda iniciativa de defesa judaica. Assim, a Haganá conquistou a inimizade britânica ao se dedicar à imigração ilegal; sua liderança passou a operar secretamente, mudando-se de kibutz para kibutz. Enquanto isso, porém, os países árabes da região continuavam a receber armas, artilharias, blindagens, aviões de combate – os instrumentos normais de uma guerra. Oficiais britânicos treinavam seus exércitos e, no caso da Legião Árabe da Transjordânia, os comandavam. A situação era então muito unilateral, e decididamente não a nosso favor.
VEJA - Os árabes acusam Israel pelo exílio forçado de mais de 200.000 palestinos, ação amplamente condenada pela comunidade internacional. O que o senhor tem a dizer sobre isso?Ben-Gurion - Ora, são os poderes árabes e não judeus que estão exortando a população muçulmana local a deixar suas casas e sua terra. Pedimos a eles para ficar e nos ajudar a construir um país moderno. Aqueles que partiram o fizeram muito mais por medo das ameaças árabes de uma retaliação pela "deslealdade" do que por causa de seus vizinhos judeus. Na confiança, atravessaram as fronteiras e emigraram para os países árabes que haviam exigido sua partida. Infelizmente, agora estão em condições infames.
VEJA - A revogação do Livro Branco abre as portas de Israel para a imigração de judeus de todo o mundo... Ben-Gurion - Para um judeu, a vida aqui traz a esperança de uma rica satisfação moral. Sempre achei isso, o que moldou minha própria postura em relação a Israel. Vim para cá muito jovem, quando a idéia de uma nação era considerada pela maioria dos judeus uma louca fantasia. Eu sabia que tínhamos aqui a oportunidade ideal de provar nosso ímpeto e nós mesmos como judeus. Não havia nada aqui. Era literalmente um canto esquecido do Império Turco e do planeta. Ninguém o queria, certamente não os palestinos árabes que placidamente vegetavam em sua pobreza sob domínio turco. Sua subseqüente indignação à presença judaica foi artificialmente fomentada por grupos com interesses especiais e pelas máquinas de propaganda dos países árabes vizinhos. Se os judeus desaparecerem de Israel, e eles não vão, uma coisa é certa. Os árabes da Palestina não terão a menor chance de autonomia, considerando o expansionismo de Egito, Síria, Jordânia e, em menor grau, Líbano. Disso se pode ter certeza.
Herzl, 'Messias' sionista: 'impressionante'
VEJA - A independência de Israel consuma a jornada iniciada no século passado pelo pioneiro sionista Theodor Herzl. Como suas idéias inspiraram os judeus a seguir buscando tal intento?Ben-Gurion - Quando eu ainda era criança, Theodor Herzl veio a nossa pequena cidade. Judeu austríaco e jornalista, Herzl tinha sido tão afetado pelo anti-semitismo do caso Dreyfus na França que escrevera um livro, The Jewish State, no qual clamava pela fundação de uma nação judaica. Ele devotou o que lhe restava de vida a começar o movimento sionista moderno. Quando ele apareceu em Plonsk, as pessoas o saudaram como um verdadeiro Messias. Todos passavam dizendo "o Messias chegou", e nós, as crianças, ficamos muitíssimo impressionadas. Era fácil para um garoto pequeno como eu ver em Herzl o Messias. Ele era alto, homem de feições finas, cuja impressionante barba preta descia-lhe largamente até o peito. Uma olhada nele e eu já estava pronto para segui-lo até a terra dos meus ancestrais.
VEJA - As terríveis memórias do Holocausto precipitaram, de alguma forma, a criação desse estado judeu sonhado por Herzl?Ben-Gurion - Nós, judeus da Palestina, assistimos impotentes e em agonia enquanto nossos irmãos em terras européias – onde muitos temos nossas origens – eram colocados lado a lado em confusão e terror, despojados de seus pertences, até da roupa do corpo, para as jornadas rumo às câmaras de gás, fornos e infernos da fome da "solução final". Testemunhamos essa renúncia da raça humana e fomos todos marcados por isso. Senão por nenhuma outra razão que não a de manter a fé pelos que haviam morrido, sabíamos que não poderíamos caminhar docilmente para o ossuário. Enquanto Israel viver, sim, oferecerá refúgio de tal atrocidade. Em nome de nossos mortos oprimidos, temos de lutar. Se necessário, também nós morreremos. Mas como morreram os heróis judeus no gueto de Varsóvia, na Jerusalém sitiada pelos romanos, em Masada: de costas para o muro, sem dar espaço ao inimigo.
VEJA - Mas será possível fazer crescer um país em meio a um permanente estado de beligerância, como o que Israel enfrenta e deve enfrentar daqui para frente? Há futuro em meio à tormenta da guerra?Ben-Gurion - Faço questão de frisar: não nos interessa morrer ou nos tornar mártires. Os judeus já tiveram o suficiente disso em sua longa história. Estamos preocupados com a vida, em fazer Israel florescer, em mostrar a toda a humanidade como se pode criar uma terra farta de um pedaço de terra erma. Viemos para cá jubilosos e esperançosos, em devoção a nosso povo, à nossa herança, à nossa antiqüíssima vocação para contribuir com o bem-estar das pessoas. Onde houve judeus, a cultura floresceu, a humanidade prosperou. Desejávamos – e ainda desejamos – contribuir com nossa presença para todo o Oriente Médio. Sei que um dia nos permitirão fazê-lo.

Fuente: revista VEJA

El hombre que mantuvo la fe en el infierno





Nacido en 1913, ha vivido bajo dos dictaduras, la del III Reich y la de la RDA, y fue testigo de la mayor barbarie que vio el siglo XX, la de los campos de concentración nazis. Es Hermann Scheipers, el último sacerdote católico alemán que sigue con vida de los aprisionados por Hitler, un privilegio que afirma que sólo puede agradecer a su fe y que ahora difunde, como durante una conferencia ofrecida en Granada.
En su caso, el infierno duró cuatro años, de 1941 a 1945, en el campo de concentración de Dachau, cerca de Munich. Pasó antes seis meses en la cárcel, acusado de colaborar con otros 'enemigos del Estado', los polacos católicos, "raza inferior" condenada a trabajos forzados, con los que ejercía sus labores de sacerdote, según ha explicado.
En el campo de concentración "no podían verse las cosas en términos de buenos y malos. Volvía a los prisioneros unos contra otros"
El anciano sacerdote tiene claro que, si estuvo en los campos de concentración, fue "por mantener mi fe". Como él, alrededor de otros 3.000 religiosos católicos pasaron por los campos nazis, catalogados como 'enemigos del Estado', la misma categoría que sindicalistas, socialistas o comunistas, fueron encerrados, torturados y asesinados durante el régimen hitleriano.
Antes de su traslado al campo, se le ofreció la posibilidad de librarse si renunciaba a su sacerdocio. Un oficial de las SS llegó a insultarle acerca de "las tonterías del celibato", a lo que él respondió que Hitler tampoco estaba casado. "En ese momento supe que iría al campo", relata. Lo peor era vivir "con la sensación de que podías morir en cualquier momento. Allí la vida no valía nada".
Scheipers vivió en perspectiva los primeros años del Gobierno del Hitler como "un gran engaño". Recuerda las Olimpiadas de Berlín en 1936, cuando "toda la propaganda antijudía desapareció, se escondieron los carteles, dejaron de emitirse los mensajes por radio". La diplomacia con la Iglesia Católica y el buen trato público a los obispos "formaban parte de la misma estrategia, ocultar los intereses racistas de los nazis a las grandes potencias internacionales".
Scheipers ve en perspectiva los primeros años del Gobierno del Hitler como "un gran engaño"
En 1937, el año de su ordenación, las iglesias católicas de toda Alemania leyeron 'Mit brennender sorge' ('Con ardiente preocupación'), la polémica encíclica en alemán de Pío XI, considerada por algunos como la primera condena internacional al régimen de Hitler y por otros como demasiado moderada. Para el padre Scheipers, algo "necesario" pero que provocó que, "sin perder el respeto formal", comenzase la "persecución silenciosa" de los sacerdotes católicos, sobre todo de los más modestos, como él, la infantería.
En el campo de concentración "no podían verse las cosas en términos de buenos y malos. Era un sistema perverso que volvía a los prisioneros unos contra otros". Los 'capos' de cada barrancón "eran prácticamente obligados a pegar palizas a los otros presos, y aunque muchos dejaban de pegar cuando no los veía ningún oficial, también los había que disfrutaban con ello".
El padre Scheipers también quiso explicar el "robo" del concepto de 'Heil', palabra secuestrada por el saludo hitleriano cuyas connotaciones en alemán anteriores al nazismo la situaban más cerca del 'salve' del castellano o el 'ave' del latín. 'Heil' proviene de la misma raíz que el verbo salvar y es una de las palabras que más se repite en la Biblia. Sin embargo, "el nazismo la pervirtió, huyendo de Dios y buscando la inhumanidad".




Fuente:elmundo.es

martes, 10 de mayo de 2011

Este eurodiputado comunista español , con todo lo que cobra , ya podía dejar de hacer el idiota . ¿ No creen?

La extrema izquierda mediática nos informa .........


Willy Meyer partirá rumbo a Gaza con la Segunda Flotilla de la Libertad

El eurodiputado de Izquierda Unida Willy Meyer se embarcará en la Segunda Flotilla de la Libertad. Así se lo ha confirmado hoy en Estrasburgo a los miembros de la iniciativa Rumbo a Gaza junto con el europarlamentario irlandés del Partido Socialista Paul Murphy. Manuel Tapial, miembro de Rumbo a Gaza, ha declarado a Público.es que no descartan que en los próximos días "se incorporen más eurodiputados".

Tapial ha definido el encuentro con los miembros de la Eurocámara como "muy interesante". Además, se ha mostrado satisfecho por haber podido reunirse con "casi todas las familias políticas" que forman la Eurocámara. Entre otros, han hablado con Raúl Romeva (ICV), Izaskun Bilbao (PNV), María Muñiz (PSOE), y José Ignacio Salafranca (PP), a quienes han pedido su apoyo.

Meyer, además de sumarse a la iniciativa, se ha comprometido a promover acciones dentro de la Unión Europa -también Romeva- para que se apoye la salida de los barcos. El europarlamentario de IU también ha asegurado que iniciará los trámites necesarios para que diferentes miembros de la Eurocámara puedan certificar el carácter humanitario de la ayuda y los materiales que se llevarán a Gaza.

Ante el consejo de Francia a sus ciudadanos para que no partan en la Flotilla por los "riesgos de seguridad", Tapial ha afirmado que "estas misiones no existirían si los países fueran coherentes con lo que piensan". "No vale bombardear Libia y que luego se permita la masacre que está sucediendo en Palestina", ha dicho.

"Estas misiones no existirían si los países fueran coherentes con lo que piensan"

El miembro de Rumbo a Gaza ha confirmado además que la Segunda Flotilla partirá la tercera semana de junio bajo el nombre de Restiamo Umani (seguimos siendo humanos), expresión con la que Vittorio Arrigoni, activista asesinado en Gaza, terminaba sus artículos. "Entre los días 20 y 25", ha asegurado. Antes, se reunirán una segunda vez con el Ministerio de Asuntos Exteriores, con el que ya estuvieron el pasado 20 de abril. Entonces, fuentes de Exteriores advirtieron de que "puede ser peligroso que una Flotilla con tantas personas entre en Gaza", sobre todo vistos los antecedentes.

La primera Flotilla de la Libertad fue abordada por el Ejército israelí, que asesinó a diez activistas. En esta ocasión, Benjamin Netanyahu, primer ministro de Israel, ya pidió a las fuerzas de seguridad y a sus diplomáticos que hicieran todo lo posible para evitar que las embarcaciones alcancen territorio palestino.

Fuente :publico.es

Fiesta del Yom Ha'Atzmaut . Doce antorchas para celebrar los 63 años de la independencia de Israel






Israel celebra hoy el 63 aniversario de su establecimiento con actos institucionales y festivos, y el gran interrogante de si los palestinos lograrán este año un espaldarazo internacional con el reconocimiento a un Estado independiente.

Conocida en hebreo como «Yom Ha'Atzmaut» (Día de la Independencia), la jornada es recordada con diferentes actos en todo el país, aunque la mayor parte de la población acostumbra a festejar la fecha con barbacoas en parques, bosques y otros espacios naturales.

La ceremonia que dio inicio a la jornada tuvo lugar anoche en el Monte Herzl de Jerusalén, donde se encendieron doce antorchas, símbolo de las doce tribus bíblicas de Israel, en un evento que cerró el día en recuerdo de los soldados y civiles muertos en el conflicto árabe-israelí la jornada previa.

El presidente del Parlamento israelí (Kneset), Reuven Rivlin, fue el encargado de inaugurar el acto y lo hizo con un discurso político en el que subrayó que todos los israelíes comparten un destino común, a pesar de sus diferencias.

Felicitación de Obama

El presidente estadounidense, Barack Obama, envió una felicitación al Ejecutivo y al pueblo israelí en la que recordó que EEUU fue la primera nación del mundo en reconocer la Declaración de Independencia de Israel el 14 de mayo de 1948.

También subrayó la determinación de la Casa Blanca de continuar trabajando con Israel y otros gobiernos de Oriente Medio con el objetivo de alcanzar «la paz, seguridad y dignidad para el pueblo israelí y todos los pueblos de la región». Obama tiene previsto recibir este mes en Washington al primer ministro israelí, Benjamín Netanyahu, el día 20, y al monarca jordano, Abdalá II, el 17.

La conmemoración del 63 aniversario del Estado de Israel incluyó anoche fuegos artificiales y durante la jornada tendrán lugar exhibiciones militares, como una naval frente a las costas de Tel Aviv que pretende concienciar sobre la necesidad de proteger el medio marino.

Fuente:abc.es

lunes, 9 de mayo de 2011

63 Aniversario de la Independencia de Israel יום העצמאות


Desde "Casa de Israel" queremos felicitar a todo el pueblo de Israel en el 63 Aniversario de su Independencia.


Así estaba el exterior del edificio de Tel Aviv cuando se proclamó la Independencia de Israel

Retrato de Herzl que presidía esa reunión histórica

Silla donde se sentó Golda Meir . Z"L

Ben Gurión leyendo la Declaración de Independencia . De espaldas Golda Meir.

En la Sala donde se declaró la Independecia de Israel.


DECLARACIÓN DE INDEPENDENCIA DE ISRAEL
Eretz-Israel (Tierra de Israel) fue el lugar de nacimiento del pueblo judío. Aquí toma forma su identidad espiritual, religiosa y política. Aquí obtuvieron por vez pri mera un Estado, crearon valores culturales de importancia nacional y universal y aportaron al mundo el Libro de los Libros.

Después del exilio forzoso de su tierra, el pueblo mantuvo su fe a través de su dispersión y no cesó de rezar y de esperar la vuelta a su tierra y la restauración en ella de su libertad política.

Empujados por estos lazos históricos y tradicionales, los judíos se esforzaron a través de las generaciones en establecerse de nuevo en su antigua tierra. En las últimas décadas volvieron en masa. Pioneros «mapilim» (inmigrantes que van a Eretz-Israel desafiando la legislación restictiva) y defensores hicieron florecer el desierto, re vivir la lengua hebrea, construyeron pueblos y ciudades, y crearon una comunidad próspera controladora de su propia economía y cultura, amante de la paz pero sabiendo defenderse, aportando los bienes del progreso a los habitantes de todos los países, y aspirando a una nación independiente.

En el año 5657 (1897), en el requerimiento del padre espiritual del Estado Judío Theodor Herzl, el Primer Congreso Sionista convino y proclamó el derecho del pueblo judío a su renacimiento nacional en su propio país

Este derecho fue reconocido en la Declaración de Balfour de 2 de noviembre de 1917, y reafirmado en el Mandato de la Liga de las Naciones que en concreto sancionó la conexión histórica entre el pueblo judío y Eretz-lsrael y el derecho del pueblo Judío a rehacer su Casa Nacional.

La catástrofe que recientemente padeció el pueblo judío —la masacre de millones de judíos en Europa— fue otra demostración clara de la urgencia de la resolución de este problema de falta de hogar mediante el restablecimiento de Eretz-lsrael como Estado judío, que abriría ampliamente las puertas de su tierra a cada judío y daría al pueblo judío el status de pleno reconocimiento con miembro de la Comunidad de naciones.

Los supervivientes del holocausto Nazi en Europa, así como los judíos de otras partes del mundo, continuaron emigrando a Erezt-lsrael superando las dificultades, restricciones y peligros, y nunca cesaron de afirmar su derecho a una vida digna, libre y honrada en su tierra nacional. Durante la Segunda Guerra Mundial, la comunidad judía de este país participó plenamente en la lucha entre las naciones que defendían la libertad, paz y amor contra la maldad de las fuerzas nazis, y con la sangre de sus soldados y su esfuerzo militar ganó el derecho a figurar entre los pueblos fundadores de las Naciones Unidas.

El 29 de noviembre de 1947, la Asamblea General de las Naciones Unidas aprobó una resolución proclamando el establecimiento del Estado judío en Erezt-Israel; la Asamblea General solicitaba la adopción por los habitantes de Eretz-Israel de todas las medidas necesarias para la ejecución de esta resolución. El reconocimiento del derecho del pueblo judío a establecerse en su Estado, hecho por las Naciones Unidas, es irrevocable.

El derecho es el derecho natural del pueblo judío de ser dueños de su propio destino, como todas las naciones, en su propio Estado soberano.

En conformidad, nosotros miembros del Consejo del Pueblo, representantes de la comunidad judía de Eretz-Israel y del Movimiento Sionista estamos aquí reunidos en el día del final del mandato británico sobre Eretz-Israel y, en virtud de nuestro derecho natural e histórico y la fuerza legal de la resolución de la Asamblea General de las Naciones Unidas por la presente declaramos el establecimiento del Estado Judío en Eretz-Israel, que será conocido como Estado de Israel.

Declaramos que, con efecto desde el momento de la terminación del Mandato que será esta noche, vísperas del Sabat, el 6 Iyas 5708 (15 de mayo de 1948), antes del establecimiento de las autoridades del Estado regularmente elegidas de acuerdo con la Constitución que deberá adoptarse por la Asamblea Constituyente elegida no más tarde del 1 de octubre de 1948, el Consejo del Pueblo actuará como Consejo Provisional del Estado, y su órgano ejecutivo, la Administración del Pueblo, será el Gobierno Provisional del Estado judío, llamado Israel.

El Estado de Israel estará abierto a la inmigración judía y a la recogida de los exiliados, fomentará el desarrollo del país para el beneficio de todos sus habitantes, estará basado en la libertad, justicia y paz como lo preveían los profetas de Israel, asegurará la total igualdad de derechos sociales y políticos a todos sus habitantes, sin consideración de religión, raza o sexo; garantizará la libertad de religión, conciencia, lengua, educación y cultura, protegerá los lugares sagrados de todas las religiones y será fiel a los principios de la Carta de las Naciones Unidas.

El Estado de Israel está dispuesto a cooperar con las agencias y representaciones de las Naciones Unidas para ejecutar la resolución de la Asamblea General de 29 de noviembre de 1947, y adoptará todas las medidas necesarias para la unión económica de todo Eretz-Israel

Apelamos a las Naciones Unidas para que ayuden al pueblo judío en la construcción de su Estado y para que reciban al Estado de Israel en el comité de Naciones.

Apelamos en medio del ataque emprendido contra nosotros desde hace meses a los habitantes árabes del pueblo de Israel para que conserven la paz y participen en la construcción del Estado, en las bases de ciudanía plena e igual y representación correspondiente en todas sus instituciones provisionales y permanentes.

Extendemos nuestra mano a todos los Estados vecinos y a sus gentes y ofrecemos paz y buenas relaciones, y apelamos a ellos para el establecimiento de puntos de cooperación y ayuda mutua con el pueblo judío establecido en su propia tierra. El Estado de Israel está dispuesto a hacer todo lo posible en un esfuerzo común para el progreso de Oriente Próximo.

Apelamos a todo el pueblo judío de la Diáspora para que colabore junta con los judíos de Eretz-Israel en la labor de inmigración y de construcción y para que estén unidos a ellos en la gran lucha por la realización del sueño de los tiempos la redención de Israel.

Poniendo nuestra confianza en el Todopoderoso firmamos esta declaración en esta sesión del Consejo de Estado provisional en la tierra de nuestro hogar, en la ciudad de Tel-Aviv, en visperas del Sabat del día 5 de Iyar, 5708 (14 de mayo de 1948).

domingo, 8 de mayo de 2011

Asamblea anual de la Asociación Galega de Amizade con Israel.

Hoy , día del comienzo de Yom Hazikarón, y vísperas de Yom Haatzmaut ( Día de la Independencia de Israel) , se celebró en la ciudad de Santiago de Compostela (Galicia-España) la Asamblea anual de la Asociación Galega de Amizade con Israel .
La Asamblea transcurrió con muy buen ambiente y con una asistencia importante de socios .

A parte de los puntos del día , comunes a una asamblea de este tipo , se leyeron comunicaciones de felicitación a la Asociación de organizaciones judías e instituciones israelíes .
Enviaron su felicitación :

D. Raphael Schutz , Embajador de Israel en España
Isaac Querub Caro , Presidente de la Federacion de Comunidades Judías de España
Organización Sionista Mundial
Keren Kayemet LeIsrael (Fondo Nacional Judío )
Casa Sefarad
Radio Sefarad.
Terminada la Asamblea se celebró una comida de confraternización.

Desde " Casa de Israel" felicitamos a AGAI por su trabajo en defensa de Israel , del pueblo judio y por su lucha contra el antisemitismo y les deseamos muchas , muchas primaveras más .


Mesa presidencial de la Asamblea

Asistentes a la Asamblea

El Presidente , Pedro Gómez-Valadés , se dirige a la Asamblea

Un miembro de AGAI interviene ante la Asamblea



El Presidente recibe un regalo de la Asamblea como reconocimiento por su trabajo



Comida de confraternización

La comida , muy buena .

Le Jaim



Las banderas de Israel y Galicia

Abel García de " Casa de Israel"

Pedro Gómez-Valadés y Abel García

sábado, 7 de mayo de 2011

Yom Hazikaron. Día de Recordación de los Mártires del Ejército y las Víctimas de Actos Terroristas


Desde "Casa de Israel" queremos recordar a todos aquellos que dieron su vida defendiendo a Israel y a aquellos que murieron víctimas del terrorismo .
Z"L

Estos son los nuevos aires de democracia y libertad en el mundo árabe.


Iglesia copta Mar Mina ardiendo

Al menos ocho personas han muerto en El Cairo y un centenar resultaron heridas en un enfrentamiento armado entre cristianos y musulmanes en la iglesia copta Mar Mina, del barrio popular de Imbaba, según fuentes de los servicios de seguridad.

Los salafíes, pertenecientes a una de las corrientes más rigurosas del islam y que ganan terreno en Egipto, lanzaron el ataque contra la iglesia al creer que los coptos habían encerrado allí a una cristiana que se había hecho musulmana para casarse con un joven de esta última religión.

Los musulmanes, según informa AFP, han lanzado cócteles molotov contra los cristianos. Los heridos, víctimas de fracturas o de heridas de bala, han sido trasladados en ambulancia hacia cuatro hospitales de la localidad, según fuentes médicas. Las fuentes no especificaron a qué credo pertenecen las víctimas mortales, pero señalaron que entre los heridos hay tres víctimas en estado muy grave.

Las Fuerzas Armadas egipcias, que gobiernan el país desde la renuncia del presidente Hosni Mubarak, el pasado 11 de febrero, tuvieron que intervenir con materiales antidisturbios para separar a los dos grupos. El choque armado comenzó a primera hora de esta noche y cerca de la medianoche la situación se había calmado en el sector.

El ejército se ha comprometido a tomar medidas firmes contra los responsables de los enfrentamientos entre musulmanes y cristianos. Según fuentes militares, las Fuerzas Armadas "no permitirán que ningún poder imponga su hegemonía en Egipto."

Periódicamente hay choques armados entre cristianos y musulmanes en Egipto por razones religiosas, especialmente en el sur del país, aunque comienzan a ser más frecuentes en esta capital.

En la noche del pasado 8 de marzo, en el barrio cairota de Muqqatam, 13 personas murieron en un choque armado entre cristianos y musulmanes, en el hecho de violencia más grave desde la caída del régimen de Mubarak.

Ese enfrentamiento se registró cuando los coptos cortaron una autopista próxima a Muqqatam para protestar por el incendio de una iglesia, días antes, al sur de la capital egipcia, mientras se extendía el rumor de que una mezquita estaba ardiendo.

La tensión entre las dos comunidades ha ido acrecentándose en los últimos meses debido, precisamente, a estas supuestas conversiones que se llevan a cabo en iglesias y monasterios. Los cristianos egipcios, mayoritariamente coptos, representan el 10% de la población del país, calculada en unos 75 millones de habitantes. Sienten cada vez una mayor marginación y discriminación dentro de la sociedad egipcia, con una gran mayoría de musulmanes suníes.

Fuente elmundo.es

miércoles, 4 de mayo de 2011

Netanyahu califica de "golpe" para la paz el pacto de Al Fatah y Hamás

El primer ministro israelí considera que la reconciliación sellada hoy en El Cairo es una "victoria para el terrorismo"

El primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, manifestó hoy que el acuerdo de reconciliación entre las facciones palestinas Al Fatah y Hamás es una "gran victoria para el terrorismo" y afirmó que nunca negociará con el movimiento islámico.

"Lo que ha ocurrido hoy en El Cairo es un golpe tremendo para la paz y una gran victoria para el terrorismo", dijo Netanyahu en Londres, donde se reúne con el primer ministro británico, David Cameron, que le presionará para avanzar hacia un acuerdo de paz.

Netanyahu se reafirma en que "no" negociará con el movimiento islámico

Netanyahu agregó que nunca entablará negociaciones con un Gobierno palestino que incluya a miembros de Hamás, porque "la paz solo es posible con quienes quieren vivir en paz junto a nosotros, y no con aquellos que quieren destruirnos".

Sus declaraciones se produjeron horas después de la ceremonia en la capital egipcia de la firma del acuerdo de reconciliación entre Al Fatah y Hamas, que pusieron fin a cuatro años de enfrentamientos.

Fuente:publico.es

lunes, 2 de mayo de 2011

Hoy , Yom HaShoah , dia de duelo y tristeza en Israel . Mañana celebraremos que uno de sus enemigos ha caido .


Los EEUU matan a Ben Laden

Poco después de que todos los medios de comunicación en Estados Unidos lo adelantaran, el presidente Barack Obama ha confirmado a través de un anuncio desde la Casa Blanca que el líder del grupo terrorista Al Qaeda, Osama Ben Laden, ha muerto tras un ataque de EEUU.

Obama afirmó que, tras haber recibido informaciones de inteligencia fiables sobre el lugar donde se encontraba Ben Laden en Pakistán, la semana pasada dio la orden de atacar y hoy "un pequeño grupo" estadounidense condujo la operación, en la que, tras un intercambio de fuego, se hizo con el cuerpo del terrorista.

El presidente estadounidense precisó que Ben Laden fue localizado en la localidad de Abottabad, en el norte de Pakistán. Previamente, la cadena CNN había citado a fuentes gubernamentales para afirmar que se encontraba en una mansión en las afueras de Islamabad. "Esta noche, EEUU ha lanzado un mensaje inequívoco: no importa cuánto tiempo haga falta, se hará justicia", declaró el presidente estadounidense en su breve declaración.

Según reveló CNN, la operación -que apenas habría durado unos 40 minutos- se realizó con un pequeño grupo de militares de élite que se movilizó a través de un helicóptero. Otros medios han agregado que la muerte del terrorista se produjo por un disparo en su cabeza, aunque por el momento esta información no ha sido confirmada por fuentes oficiales. Lo que sí parece seguro es que EEUU tiene el cuerpo de Ben Laden.

Poco después de que varias cadenas de televisión adelantaran la noticia, decenas de personas comenzaron a movilizarse en varias ciudades de EEUU para celebrar la noticia de la muerte del terrorista responsable de los ataques del 11-S. Cuando Obama hacía su alocución ya se contaba cientos de personas a las afueras de la Casa Blanca, muchas de ellas portando banderas de EEUU.

Alerta desde Washington

El Departamento de Estado de EEUU ha alertado de la posibilidad de ataques violentos en todo el mundo contra objetivos estadounidenses tras el operativo militar en Pakistán que ha conducido a la muerte del líder terrorista Osama Ben Laden.

En una alerta de viaje, el Departamento de Estado advierte de la posibilidad de ataques con "violencia contra objetivos estadounidenses", y que pueden registrarse en todo el mundo.

Estados Unidos aconseja a sus ciudadanos en el exterior, y especialmente a los que vivan en las zonas más susceptibles de reaccionar a estos acontecimientos, que eviten en lo posible "salir de sus casas y hoteles, así como las reuniones públicas y manifestaciones. EEUU ha puesto a sus embajadas bajo la máxima alerta, y les ha recomendado cerrar sus instalaciones temporalmente o al menos hasta que puedan reforzar su seguridad.

Fuente:libertaddigital.com

domingo, 1 de mayo de 2011

Yom Hashoah יום השואהen " Casa de Israel"


Encendiendo las velas de Yom HaShoah en " Casa de Israel"

NO OS OLVIDAREMOS NUNCA , ESTAREIS SIEMPRE EN NUESTRO CORAZÓN

Entrevistan al matemático judío ruso Grígori Perelman .

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El matemático ruso que rechazó un premio de un millón de dólares se explica

Grigori Perelman, que rechazó la medalla Fields, ha roto su mutismo en una entrevista que reproducida por el periódico Komsomólskaya Pravda.

El ruso Alexandr Zabrovski, periodista y productor de cine, fue el primero, según el diario, en entrevistar de manera profunda al mítico Perelman, quien lleva una vida aislada, junto con su madre, en un modesto departamento en las afueras de San Petersburgo. "Me dijo que no habla con los periodistas rusos porque le faltan al respeto", dijo Zabrovski, quien explicó que, "por ejemplo, la prensa me llama 'Grisha' (diminutivo de Grigori) y esa familiaridad me molesta", informa Efe.

"Me causó la impresión de una persona responsable, sana, adecuada y normal", recalcó el periodista.

Al abordar el tema de su adolescencia, el científico contó de su primera aparición en una olimpiada escolar de matemáticas en Budapest, donde representó a la Unión Soviética y ganó una medalla de oro. "Cuando nos preparábamos para la olimpiada nos ejercitábamos con problemas cuyas soluciones requerían la habilidad de pensar de manera abstracta," recuerda Perelman.

Asimismo destacó que nunca se enfrentó a un problema matemático que no pudiese resolver, aunque admitió que quizás el más difícil en sus años de juventud fue calcular la velocidad con la que Jesucristo tendría que haber caminado sobre la superficie del agua para no hundirse. El matemático no precisó cómo resolvió el misterio bíblico, pero apuntó que el hecho de que la leyenda sigue viva quiere decir que no se equivocó en sus cálculos.

Perelman compartió que a principios de su trayectoria profesional tenía dos caminos por elegir: la música y la matemática. Al final de optó por la última, que le ayudó a acercarse a la comprensión de las formas del universo y a obtener fama mundial, que le aburre y cuyos frutos rechaza enérgicamente.

En el transcurso de la entrevista el matemático, famoso por su ascetismo, subrayó que uno no puede tener miedo a ninguna crisis si tiene fórmulas para calcularlo todo. Mantuvo que aprendió a "calcular los vacíos" y que sigue conociendo los mecanismos de "llenar los vacíos sociales y económicos". "Los vacíos existen por todos lados. El poder de calcularlos nos da grandes posibilidades. Sé cómo manejar el Universo. Ahora díganme ¿por qué tendría que correr a buscar un millón?", resumió Perelman.

El matemático fue declarado el ganador del Premio del Milenio por resolver la Conjetura de Poincaré, uno de los siete problemas del milenio. El genio ruso, que abandonó en 2005 su trabajo de investigador en el Instituto de Matemáticas Steklov, solventó el problema y, tras negarse a explicarlo en revistas como Nature, expuso su demostración por internet en 2002 para el acceso de todo el mundo.

Con esa demostración ya ganó en 2006 la medalla Fields, considerada popularmente el Premio Nobel de las Matemáticas, pero nunca acudió a recogerla en Madrid y también rechazó el premio en metálico.

Tras no encontrar ningún fallo sustancial en la demostración de Perelman, la comunidad científica internacional concluyó que el matemático ruso, que dedicó ocho años de su vida a resolver ese problema, había desentrañado el enigma enunciado por el francés Henri Poincaré en 1904.

Varias organizaciones no gubernamentales se dirigieron a Perelman para que aceptara el millón de dólares y lo donara para ayudar a las capas más desfavorecidas de la sociedad rusa, pero el científico guardó silencio.

Fuente:libertaddigital.com

Israel y la primavera árabe - BERNARD-HENRI LÉVY


He oído decir aquí y allá que a Israel le "preocupa" el viento de democracia que sopla en el mundo árabe.

La excesiva cautela y la pusilanimidad colocarían a los herederos del sueño sionista en una posición insostenible ¿Puede haber una solución peor para Israel que este Gadafi que ha financiado el terrorismo y ha hecho volar sinagogas?

Comprendo esa preocupación.

Sé que, al menos en dos ocasiones -Argelia, 1991, y Gaza, 2006-, unas elecciones libres engendraron la peor pesadilla posible.

Y soy demasiado consciente del hecho de que, en este terreno, Israel no puede permitirse el más mínimo error, ni menos tomarse a la ligera el riesgo de ver cómo las revoluciones egipcia, libia y, tal vez mañana, siria dan lugar a un mundo aún más peligroso.

La preocupación, no obstante, es algo que exige lucidez, desconfianza respecto a las ilusiones líricas y vigilancia.

Pero la excesiva cautela, la pusilanimidad y la reprobación muda colocarían a los herederos del sueño sionista en una posición insostenible e indigna de su historia.

Cuesta imaginar, en efecto, que un país que se enorgullece desde hace tanto tiempo, y con razón, de ser la única democracia de Oriente Próximo dude en dar la bienvenida a sus vecinos cuando estos intentan abrazar, a costa de heroicos combates, los valores que él mismo ha ejemplificado.

No puedo imaginar que Israel, solo entre las grandes democracias, se encierre en no sé qué reserva y alimente la sospecha (pues Dios sabe que los rumores, las teorías complotistas y, por tanto, la sospecha, circulan deprisa en esta parte del mundo) de haber apostado al caballo equivocado por miedo a un futuro incierto y -error imperdonable en el despiadado mundo de la realpolitik- haber tomado partido por los vencidos.

Y ¿qué imagen daría entonces de sí mismo un pueblo que, otra vez con razón, no cesa de repetir: "Nuestro problema no son los pueblos árabes (con los que, a poco que ellos también lo deseen, estamos dispuestos a vivir en paz y en armonía), sino los neonazis (Hamás, Hezbolá, etcétera)" y, sin embargo, en el momento en que una juventud se alza, inmadura sin duda, pero, según parece, dispuesta a escoger la libertad contra todas las dictaduras (incluida la de los Hermanos Musulmanes y otros fascislamistas), dudase en tenderle la mano y en concederle al menos una oportunidad?

Pero hay algo más.

Sea cual sea el mérito de Hosni Mubarak, que supo mantener el tratado de paz firmado por Anuar el Sadat, su predecesor, existe una ley simple pero constante: qué frágil es un contrato que solo depende de la voluntad de un hombre -un dictador, por añadidura- que no solo es mortal sino, como sabemos ahora, vulnerable; qué sólido será ese mismo contrato si, como parece el caso en El Cairo, es validado, ratificado y legitimado por las élites, el ejército y, tal vez mañana, una clase media a la que ya no le será presentado como una obligación, un mal trago, un castigo.

Sea cual sea el orden que suceda al desorden y la arbitrariedad que hasta ahora imperan en Libia, sea cual sea el nivel de persistencia de un antisemitismo cuyos eslóganes fueron machaconamente repetidos por un régimen que, durante largas y calamitosas décadas, tampoco se privó de difundir su literatura (Los protocolos de los sabios de Sión, éxito de ventas en todas las librerías...), me parece que tenemos la memoria extraordinariamente corta, pues, a fin de cuentas, ¿puede haber una solución peor para Israel que este Gadafi, que ha financiado el terrorismo, ha hecho volar sinagogas, ha concedido asilo político o distinciones a los negacionistas más infectos y, recientemente, y pese a que algunos creían que se había moderado, ha multiplicado las provocaciones y las amenazas? (Dos ejemplos entre mil: el episodio del nuevo barco a Gaza enviado el 10 de julio para "vengar" a la "flotilla humanitaria" turca y, un mes después, durante la inauguración de la cumbre de la Unión Africana en Trípoli, el discurso en el que el Guía tronaba que los israelíes forman un "gang", son responsables de "todos los males de África" y hay que cerrar sus embajadas urgentemente y a la fuerza.)

Y más teniendo en cuenta que estas revoluciones árabes ya han producido otro efecto al menos tan importante como la eventual manipulación del movimiento por un Irán a cuyos tejemanejes, dicho sea de paso -una guerra geopolítica es una guerra geopolítica-, nada nos impide oponernos sin tardanza: esos hombres subyugados y sometidos, desde hace 42 años a un mortífero bombardeo desinformativo, esos pueblos a los que convencieron de que todas las desgracias del mundo venían de un Israel metódicamente satanizado, descubren ahora que tenían otro adversario infinitamente más temible y era su propio Estado y su brutalidad mercenaria.

De repente, eso lo cambia todo.

Este regreso a un mundo real en el que un líder árabe promete ahogar a sus "hermanos" en "ríos de sangre" es un acontecimiento trágico, pero considerable.

Y sin aventurar lo que pueda traer el futuro, sin excluir que otros demagogos vuelvan a invocar cualquier día al hombre del saco, tiendo a pensar que hemos cruzado un umbral y que, en adelante, será más difícil, en este aspecto y en otros, embaucar a un pueblo que ha descubierto la verdad en el combate.

Si he tomado partido por la Libia libre, ha sido antes que nada por amor al derecho y odio a la tiranía.

Pero también porque, como dije en el mismo Bengasi ante unos auditorios a los que nunca les oculté mi pertenencia a una de las tribus más antiguas del mundo, creo que esta revolución sirve a la causa de la paz.

Fuente:elpais.com

miércoles, 27 de abril de 2011

Los perros , aunque tengan distintos collares , siempre terminan entendiendose .


Abás pacta con los terroristas de Hamas para formar Gobierno

El presidente de la Autoridad Nacional Palestina, Mahmud Abás, y el jefe político de los terroristas de Hamás, Jaled Meshal, firmarán el acuerdo de reconciliación el próximo 5 de mayo en El Cairo, informó a Efe uno de los mediadores entre ambas facciones, Munib Al Masri.


El pacto consiste en la formación de un Gobierno de unidad nacional y la celebración de elecciones dentro de un año, señaló Al Masri, político independiente e influyente empresario palestino.

Desde Israel, el primer ministro israelí, Benjamín Netanyahu, advirtió a la Autoridad Nacional Palestina de que "debe elegir entre la paz con Israel o la paz con Hamás". "No es posible la paz con los dos porque Hamás tiene la aspiración de destruir a Israel y así lo ha dicho abiertamente", señaló en un comunicado.

Netanyahu cree que "la mera idea de una reconciliación refleja la debilidad de la ANP" y le hace cuestionarse "si Hamás se hará con el control de Judea y Samaria (nombre bíblico y oficial en Israel de Cisjordania), tal y como hizo en Gaza" en 2007. "Espero que la Autoridad Palestina elija correctamente y que elija la paz con Israel. La elección está en sus manos", concluyó el comunicado, emitido antes de la confirmación del acuerdo.

En las últimas semanas fuentes gubernamentales revelaron que Netanyahu tenía intenciones de lanzar una nueva iniciativa diplomática para tratar de impulsar las negociaciones de paz con los palestinos, interrumpidas desde septiembre pasado.

Fuente:libertaddigital.com

lunes, 25 de abril de 2011

Vargas Llosa vota a Humala - Horacio Vázquez-Rial

Cuando le dieron el Nobel, escribí en estas páginas una nota en la que me limitaba a hablar de sus primeras obras, las que más estimo y las que le han merecedor de la gloria. No quise entrar en la crítica, que me parecía forzada, de las posiciones del escritor respecto de Israel, tan distintas de las del ex presidente peruano Alejandro Toledo, uno de los primeros firmantes de la Iniciativa Amigos de Israel, creada por José María Aznar. Ahora sí lo hago, porque el tema se enlaza con las elecciones en el Perú y el público apoyo dado por Vargas Llosa a Ollanta Humala en la segunda vuelta de los comicios.

Es cierto que han quedado sólo dos candidatos, Humala y Keiko Fujimori. Hace unos días Jaime Bayly, otro liberal tan liberal como Vargas Llosa, manifestó su apoyo a Keiko. Nadie puede ser culpable de "portación de apellido", como se dice en Buenos Aires, pero es que la chica no tiene con su padre –siniestro es el único calificativo que se me ocurre– una relación del tipo de la que tiene Carmen Martínez Bordiú con su difunto abuelo, sino que está muy apegada a su progenitor.

¿Pero basta eso para escoger al otro? Ollanta Humala, de quien se dice que se encuentra más próximo últimamente a Lula que a Chávez, sea lo que sea lo que se quiere decir con eso, ha sido un ejemplo modélico de atrasismo, y al único al que estuvo realmente próximo en su día, con la cuestión indigenista, fue a Evo Morales, aunque su discurso haya sido siempre mucho más marcadamente racista que el del boliviano, lo cual ya es decir.

Alejando Toledo fue candidato en la primera ronda de estas elecciones, y nadie le dio apoyo. Toledo fue un presidente mediocre, pero en modo alguno un asesino como Fujimori, ni un declarado racista como Humala. Y es un hombre que, después de dejar el poder, ha seguido creciendo y avanzando en lo ideológico. Merecía más que ningún otro el sostén público de figuras de verdadero peso en la opinión, sobre todo porque hubiese podido ser el segundo mandatario en la región claramente decidido a no transar con los intereses árabes e iraníes. La primera ha sido, para sorpresa de muchos, Dilma Roussef, que en eso se ha desmarcado claramente de su predecesor. En ese sentido, Chávez y Lula no presentaban diferencias: estaban dispuestos a todo, como el Barça con sus camisetas qataríes o el Getafe con los emiratos, con tal de sacar una pasta a cualquier precio. Además, tanto Chávez como Lula profesan pocas simpatías por el cristianismo y les importa una higa tener tantas mezquitas como poblaciones marginales, que son muchas en los dos casos.

Aquí, desde luego, es donde entra en juego la posición de cada uno respecto de Israel. Reconocer el derecho de Israel a existir y a defenderse es, como dice mi amiga Carmen, una cuestión de decencia. La causa palestina, como me he cansado de explicar en estas páginas (aquí y aquí), y no es otra que la causa árabe, lo que enfrenta a mil doscientos millones de musulmanes con unos ocho millones de israelíes. Vargas Llosa simpatiza con la causa palestina. Toledo no, todo lo contrario. Me atrevería a decir que desde el momento en que estampó su firma en Friends of Israel empezó a perder todas las elecciones posibles. La idea de esa iniciativa es que si Israel cae, caemos todos, es decir, Occidente en su conjunto. Más occidental noción, imposible. Y los demás candidatos peruanos son antiimperialistas, antioccidentales. En esto, tanto Humala como Fujimori.

Ya no preguntaré a Vargas Llosa por sus razones para abrigar ese rechazo hacia Israel: las ha expuesto sobradamente en sus artículos, que se leen en todo el mundo y que aquí publica El País. Pero sí le pediría que explique con más abundancia los motivos por los que ha expresado de modo tan contundente su decisión de votar a Humala. Y, si cabe, la forma en que estos dos factores, causa palestina y atrasismo, se condicen con sus convicciones liberales.

No se puede pedir a nadie que sea del todo coherente. El presidente Woodrow Wilson, que con sus Catorce Punto representó la más avanzada posición acerca de las condiciones en que debía finalizar la Gran Guerra, también es el autor de la siguiente notable sentencia: "Los hombres blancos fueron provocados por un mero instinto de supervivencia (...) hasta que finalmente surgió un gran Ku Klux Klan, un verdadero imperio del sur, para proteger al territorio sureño". Lo cita D. W. Griffith en El nacimiento de una nación. Pero estar a la vez por la independencia y la salida al mar de Serbia condice más con la defensa de los derechos civiles de los negros americanos que con lo contrario.

Por otro lado, el discurso de Vargas Llosa en la Feria del Libro de Buenos Aires fue impecable. Los peronistas se habían opuesto a que fuera él quien inaugurara el evento, precisamente porque es un liberal. La propia presidenta K tuvo que decirles que no fueran tan bestias. Terminado el discurso, todos ellos se quejaron de sus contenidos. Tendrían que haberle agradecido su apoyo a Humala.


domingo, 24 de abril de 2011

Una prueba más de la intolerancia palestina .




Tumba de Yosef

Un ciudadano israelí muere tiroteado tras visitar la Tumba de Yosef en Naplusa


Un israelí ha muerto y otros cuatro han resultado heridos este domingo por disparos de un policía palestino contra su vehículo cuando volvían de una visita clandestina a la tumba del patriarca José, a las afueras de la ciudad palestina de Naplusa, en Cisjordania, informó el Ejército israelí.
Las autoridades palestinas han comunicado al organismo militar israelí en los territorios ocupados que el policía abrió fuego tras "identificar movimientos sospechosos", señala el Ejército en un comunicado.
Los hechos ocurrieron de madrugada a la salida de la tumba del patriarca bíblico José, visitada a menudo de forma clandestina por religiosos judíos (principalmente del grupo hasídico Breslov) que no quieren esperar a la visita al lugar que el Ejército israelí protege una vez al mes.
Según medios israelíes, un grupo de ultraortodoxos judíos del grupo hasídico Breslov se había desplazado a rezar a la tumba en tres coches.
Cuando abandonaban el lugar, cruzaron sin detenerse en un control policial palestino y entonces les dispararon desde un todoterreno.
La víctima mortal ha sido identificada como Ben-Yosef Livant, un hombre de 24 años, natural de Jerusalén y sobrino de la ministra de Cultura, Limor Livnat, que murió tras llegar, gravemente herido, a una base militar israelí cercana.
Dos de los heridos, de 20 y 17 años de edad, alcanzaron un asentamiento judío cerca de Naplusa desde donde fueron evacuados al hospital con heridas entre moderadas y graves.
La agencia palestina "Maan" ofrece una versión bastante diferente, según la cual, "decenas de colonos ultra-ortodoxos armados" entraron en la tumba y las fuerzas de seguridad palestinas les recordaron que no podían estar allá sin coordinación previa.
En vez de obedecer las órdenes, los colonos sacaron sus armas y apuntaron a los policías palestinos, según "Maan".
La Autoridad Nacional Palestina (ANP) ha detenido a varios policías para interrogarles por el suceso, según medios israelíes.
En su comunicado, el Ejército israelí asegura que se reunirá en las próximas horas con altos mandos de la seguridad palestina para analizar lo sucedido.
Tras el incidente, hubo enfrentamientos entre soldados israelíes y jóvenes palestinos, señaló a Efe un testigo, Abderrahman Said.
Cuando el Ejército israelí abandonó el lugar, un grupo de personas prendió fuego a la Tumba de José, indica la agencia oficial palestina "Wafa".
El Ejército israelí se retiró de la Tumba de José al principio de la Segunda Intifada, en 2000, y desde entonces quedó en manos de la ANP.
Pese a que ha habido algún tiroteo similar en el pasado, las fuerzas de seguridad israelíes se han limitado, por lo general, a arrestar durante unas horas e imponer una multa a quienes visitan el lugar de forma clandestina.


Fuente:elimparcial.es

sábado, 23 de abril de 2011

'Cinco presas hemos hecho a despecho del francés' - Fernando Díaz Villanueva

A principios de los 60, la Armada israelí era pequeña y estaba algo anticuada. Contaba con pocos buques, todos de la época del protectorado británico, que habían servido para entrenar a las primeras promociones de marinos de guerra y poco más. Una década después, se planteó su profunda renovación, para adaptarla al peculiar teatro bélico con el que los israelíes tienen que lidiar.

Los enemigos de Israel son pueblos de tierra adentro. Ni los egipcios, ni los jordanos ni los sirios ni, naturalmente, los palestinos brillan por sus aptitudes marineras, de modo que el almirantazgo israelí consideró que lo que la Marina nacional necesitaba en primer lugar eran barcos ligeros y ágiles que pudiesen atacar tanto blancos en la costa como en alta mar. Naves lanzamisiles, pues.

Por aquel entonces, Israel carecía de la tecnología y los astilleros necesarios para construirlos, de manera que los encargó en la ciudad de Bremen. Los alemanes atendieron su solicitud y les aconsejaron unas lanchas torpederas de última generación que, curiosamente, tenían como base los Schnellboot con que la Marina de guerra nazi había hundido decenas de barcos mercantes aliados durante la guerra mundial.

Dejando las rencillas históricas a un lado, alemanes e israelíes se dieron la mano y cerraron el acuerdo. Pero sucedió que, cuando la compra se anunció públicamente, la Liga Árabe elevó una agria protesta ante el Gobierno de Bonn. Adenauer, que estaba ya al final de su último mandato, no quiso líos ni dejar a su sucesor, Ludwig Erhard, semejante patata caliente en las manos, así que canceló el contrato de construcción; pero no el diseño de las lanchas, que ya era propiedad de la Marina Israelí.

Los hebreos no se achicaron ante las dificultades y contactaron con un astillero de Cherburgo (Francia), que se comprometió a construir las naves sobre los planos alemanes. La Liga Árabe volvió a protestar, pero a París le trajo sin cuidado.

Se fueron construyendo las lanchas y hasta se desplazó personal militar desde Israel, para que fuese familiarizándose con aquéllas y practicase en aguas francesas.

De Gaulle.Entonces pasó algo con lo que ni los israelíes ni los franceses contaban. La Guerra de los Seis Días, con la fulgurante victoria hebrea sobre sus enemigos árabes. París dejó de ver a los israelíes como unos jóvenes idealistas, especialmente tras la operación relámpago que sus fuerzas especiales llevaron a cabo contra la Organización para la Liberación de Palestina (OLP) en el aeropuerto de Beirut. De Gaulle consideraba que el Líbano, aunque independiente, seguía siendo un feudo de su entera propiedad, y no le gustaba nada que los incontrolables judíos se paseasen por allí haciendo lo que les venía en gana sin siquiera pedir permiso.

El general decretó en 1968 un embargo armamentístico contra Israel. Las cinco lanchas lanzamisiles ya construidas fueron confiscadas y se quedaron paradas en el puerto de Cherburgo. La situación empeoraba por semanas. De Gaulle no quería dar su brazo a torcer, a pesar de las gestiones diplomáticas, mientras en Egipto Naser presentaba las nuevas torpederas que acababa de comprar a la Unión Soviética. Lo que las tropas israelíes habían ganado por tierra y aire podía echarse a perder en el mar si el Gobierno no recuperaba las lanchas secuestradas en Cherburgo. Tras estudiar varias posibilidades, la entonces primer ministro, Golda Meir, ordenó que se procediese al rescate; pero no por la fuerza, lo que constituiría un suicidio, sino mediante el engaño.

El artífice de la operación fue el contraalmirante Mordejai Limon, apodado por los marinos Mokka. El plan consistía en hacer creer a los franceses que desistían y que lo mejor era vender las lanchas a una empresa privada. Si picaban el anzuelo, esa misma empresa se encargaría de sacarlas de Cherburgo y conducirlas hasta el puerto de Haifa.

Sobre el papel, parecía muy sencillo; el problema era que esta vez no se medían con ineptos integrales como los militares egipcios y sirios, sino con la inteligencia francesa... y en la misma Francia.

Mokkase trasladó a Francia y allí, a la vista de todos, fingió que llevaba a cabo unas duras negociaciones con una compañía noruega llamada Starboat para colocarles el material. La empresa, montada por el Mossad, estaba inscrita, efectivamente, en el registro de Oslo, y supuestamente se dedicaba a prospecciones petrolíferas en el Mar del Norte. Nada de lo que sospechar. Una lancha lanzamisiles desartillada y adaptada puede servir para la exploración petrolera.

Golda Meir.Consumado el primer engaño, se remató la venta en París con la autorización del ministro de Defensa. Starboat puso las lanchas bajo pabellón panameño y comenzó a sacarlas, de una en una, a realizar pequeños viajes por el Mar del Norte. La idea era hacer creer a las autoridades francesas que, aunque Starboat todavía no había adaptado las lanchas, estaba probando el material en alta mar para conocer las posibilidades que ofrecía.

Quedaba la parte más difícil: sacar los barcos de Cherburgo y llevarlos hasta Israel sin que los franceses lo advirtiesen. Tal vez salir fuese relativamente sencillo, pero hasta alcanzar la costa israelí había que recorrer 5.800 kilómetros por el Atlántico y el Mediterráneo sin más puertos de escala que el de Gibraltar y el de Malta, controlados por los británicos... que harían la vista gorda, aunque sólo fuese por fastidiar a los franceses. En esos dos puntos se tendrían que reabastecer los buques con cargueros reconvertidos en buques cisterna, que tendrían que navegar como lo primero, no como lo segundo, exponiéndose a que la operación se fuera al garete por una simple e inoportuna inspección.

La orden de partir se dio para la noche del 24 de diciembre de 1969 a las dos de la mañana. En plena Nochebuena, los servicios de inteligencia galos estarían bajo mínimos. La flota ganaría un tiempo muy valioso, que emplearía en alejarse de la costa y acercarse lo más posible a Gibraltar. Y así sucedió: los franceses no se enteraron de que se habían marchado las lanchas hasta doce horas después; y no precisamente por los agentes destacados en Cherburgo, sino porque lo dio la BBC en su noticiero de las dos de la tarde.

El ministro de Defensa, Michel Debré, montó en cólera y ordenó un ataque aéreo sobre la flotilla israelí. El jefe del Estado Mayor se negó en redondo y puso su cargo a disposición del Elíseo. Se trataba de barcos noruegos con bandera panameña y tripulación civil israelí navegando por aguas internacionales. Atacarlos sería como pisotear las normas más elementales del derecho internacional y, además, una inasumible masacre de civiles en alta mar. El primer ministro, Jacques Chaban-Delmas, revocó la orden de muy mala gana y se puso a buscar al culpable del estropicio. No paraba muy lejos de su despacho: se llamaba Mokka Limon y residía en París como agregado militar de la embajada israelí. Hechas las oportunas comprobaciones, el Gobierno ordenó su deportación inmediata por ser persona non grata para la República. Cuando, al día siguiente, la prensa preguntó a Chaban-Delmas por qué había deportado al militar hebreo, se limitó a responder con sorna: "No me gustan el té con limón ni el café de moka".

La flotilla repostó en Gibraltar y cerca de la isla italiana de Lampedusa. Después de una semana de navegación, llegó al puerto de Haifa el 31 de diciembre, entre vítores de la multitud congregada en los muelles. Los cinco barcos fueron bautizados como Tormenta, Volcán, Espada, Lanza y Flecha, y pasaron en acto a formar parte de la Armada Israelí.

El llamado Proyecto Cherburgo marcó algo más que un leve repunte en el orgullo nacional judío. Supuso el fin de las relaciones militares entre Francia e Israel, muy fluidas hasta ese momento, y el inicio de la alianza Israel- Estados Unidos. A partir de ese momento, Washington se erigió en socio preferente de Jerusalén en materia de armamento. Y lo sigue siendo. Todo por un embargo y cinco barcos que, con ingenio y grandes dosis de coraje, los israelíes arrebataron a Francia en sus mismas narices.

Fuente:libertaddigital.com


viernes, 22 de abril de 2011

El “modelo turco” para Oriente Medio no es la mejor solución


Ely Karmon

Investigador del International Institute for Counter-Terrorism (ICT) Herzliya, Israel

Existe una aprensión creciente en Occidente, en Israel y en los círculos liberales del mundo árabe de que las actuales revueltas acaben llevando al poder a los movimientos islamistas.

Uno de los argumentos a favor de la inclusión de los partidos islamistas en el marco de los futuros regímenes del mundo árabe es el supuesto de que estos actuarán de forma responsable y democrática, siguiendo el ejemplo del AKP (Partido de la Justicia y el Desarrollo) turco.


El Ministro de Exteriores de Luxemburgo, Jean Asselborn, ha hecho un llamamiento a los países árabes para que tomen a Turquía como “referente” de las reformas democráticas. Tariq Ramadán, nieto del fundador de los Hermanos Musulmanes, Hasan Al Bana, ha afirmado que “los Hermanos Musulmanes de Egipto siguen la pauta de la Turquía democrática”. Rachid Ghanuchi, líder de los islamistas tunecinos de En Nahda ha dicho que no se le ocurre mejor modelo que “el que ha adoptado el AKP en Turquía”.


Conviene no olvidar que, en la propia Turquía, las élites militares y civiles fracasaron en su intento de incorporar a los islamistas al sistema kemalista. En 1980 las autoridades militares proclamaron la importancia de la religión en la vida política nacional y acuñaron para ello el concepto de “la síntesis turco-islámica”.


Esta estrategia no duró mucho, pero propició el florecimiento de movimientos islámicos, “dejó al genio islámico salir de la lámpara en que Ataturk lo había encerrado”, y permitió, a principios de la década de 1990, que proliferaran grupúsculos de terroristas islamistas, apoyados por Irán, bajo la complaciente mirada del legalizado partido islamista turco.


En principio, la creciente implicación de Turquía en los conflictos de Oriente Medio, tras la llegada al poder del AKP, fue considerada como una forma de tender puentes entre Occidente y el mundo islámico, pero la perspectiva cambió radicalmente a partir de la reelección del AKP en 2007, por el apoyo que éste prestó a la causa islámica frente a Occidente.


Turquía se mueve básicamente por solidaridad islámica con los dictadores islamistas de Oriente Medio, mientras que clama por derrocar las dictaduras laicas en los países donde los islamistas constituyen la principal fuerza opositora. El AKP ha apoyado a Hamás frente a la Autoridad Palestina y a las tentativas israelíes para aislar a Hamás en Gaza, y ha apoyado incluso a Omar Al Bashir, presidente de Sudán, acusado de crímenes de guerra y genocidio por el Tribunal Internacional.


El comportamiento del gobierno del AKP ante los acontecimientos del mundo árabe habla por sí solo. El Primer Ministro Erdogán instó a las autoridades egipcias a “abandonar el poder y a garantizar la transición”, al tiempo que se apresuraba a mantener reuniones con el dictador sirio y que mostraba su conformidad con “hacer todo lo necesario para calmar los disturbios en Egipto en pro de evitar al pueblo mayores sufrimientos”, siendo así que no hay en esa región del mundo régimen más represivo que el de Siria. A la vista de la creciente rebelión en Siria, los líderes turcos han “rectificado” su política y se muestran ahora algo más críticos con el régimen de Damasco.


Turquía se ha abstenido de condenar el brutal uso de la fuerza por parte de Gadafi, no ha expresado su apoyo al pueblo libio y, en un principio, se opuso enérgicamente a las sanciones internacionales y a la intervención de la OTAN contra el régimen de Trípoli.


Los conflictos en el mundo árabe han servido para aumentar el recuperado predominio de Turquía, convertida de hecho en un poder regional, y pueden ayudar al AKP a ganar las elecciones de junio de 2011, empujando a su ambicioso líder, Erdogán, a acelerar la islamización del país.


En estos últimos años, la política del AKP ha sido la de apoyar a Irán y mitigar su aislamiento mediante la cooperación económica, el diálogo político y la drástica oposición a las sanciones internacionales contra su proyecto nuclear.


Sin embargo, los aspectos neo-otomanos de la actividad turca en política internacional han despertado el espectro de una rivalidad futura con Irán en lo que respecta a las aspiraciones regionales y globales de este último, siguiendo el modelo histórico Imperio otomano o Persia safaví.


En cuanto a Irán, ya se han escuchado voces advirtiendo de la posibilidad de que el afianzamiento del predominio turco en la región se realice a costa del propio Irán.


Si los partidos islamistas llegan a controlar el poder en la mayor parte de los países árabes, como consecuencia de las revueltas, podríamos asistir, en un futuro próximo, a la emergencia de un bloque sunita en Oriente Medio, dominado por Turquía.


Tarde o temprano, dicho bloque habrá de retar o enfrentarse al régimen teocrático chiita de Irán. Como ocurre con frecuencia en Oriente Medio, esta competencia por la hegemonía regional puede llevar a mayor radicalización y violencia, y no a más cooperación y estabilidad.


Fuente:elimparcial.es